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Consumir
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É o ato de comprar bens por necessidade, por exemplo, gastos com alimentação, vestuário, material de higiene pessoal, bens ligados a nossa educação ou de nossos filhos, como livros ou cursos de idiomas, ou quando adquirimos bens para melhorar o nosso bem-estar e o de nossa família, como automóveis, eletroeletrônicos ou viagens.
Precisamos sempre adequar o nosso consumo ao nosso orçamento, evitando dessa forma gastos desnecessários ou que acabem gerando dívidas que poderíamos evitar priorizando nossa cesta de consumo.
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Poupar
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Poupar é um ato importante e de bom senso, que nos permite perenizar o consumo das coisas de que necessitamos e que são prioritárias e daquelas que podem nos dar satisfação e melhorar nossa qualidade de vida, adiar o consumo presente, guardando dinheiro para consumir no futuro ou para períodos em que podemos enfrentar alguma dificuldade. Toda pessoa que se preocupa em poupar enfrenta os tempos mais difíceis de uma forma melhor, inclusive aproveitando oportunidades que sempre aparecem.
Quando o dinheiro poupado é aplicado em produtos financeiros, como caderneta de poupança, CDBs, fundos de investimentos ou ações, dizemos que foi feito um investimento, pois essas aplicações pagam rendimentos ao investidor.
Cada produto financeiro apresenta riscos e rendimentos próprios, que devem ser levados em consideração na hora de decidirmos em qual produto financeiro iremos aplicar a nossa poupança.
Para saber mais sobre esse assunto leia Tipos de Investimentos.
Poupar e consumir estão fortemente relacionados a conceitos básicos que são importantes: os juros e a taxa de juros.
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Fluxo de caixa, juros e taxa de juros
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O fluxo de caixa representa graficamente as entradas (recebimentos) e saídas (pagamentos) de caixa de um investimento, ao longo de um determinado período; ou seja, representa o fluxo dos recursos que devem ser analisados em um investimento.
O tempo “n” é representado por uma linha horizontal, orientada da esquerda para a direita, e as setas verticais representam as entradas e saídas de caixa (orientadas de forma invertida).
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No orçamento de uma família, por exemplo, os salários recebidos seriam as entradas de caixa, e as contas pagas e gastos realizados ao longo do mês seriam as saídas de caixa, como pode ser observado na figura a seguir:
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O capital também recebe a denominação “Valor Presente”, que é o valor do investimento, bem ou serviço, expresso em bases monetárias.
Os juros representam o custo do dinheiro. É o valor pago para remunerar o capital inicial ao longo do tempo. Isso significa que os juros seriam o “aluguel” que os devedores pagam pelo uso do dinheiro de outras pessoas. A diferença entre o capital inicial e o capital final de um investimento, ao longo de um determinado período, representa, exatamente, os juros desse período, expressos em valores monetários.
De forma geral, podemos dizer que você paga juros sempre que financia a compra de um bem ou toma um empréstimo, porque alguma outra pessoa está deixando de consumir hoje para consumir no futuro. Da mesma forma, você recebe juros sempre que aplica seu dinheiro em um produto financeiro, pois está abrindo mão de consumir hoje para consumir no futuro. Ou seja, ao antecipar o consumo, você paga juros; e ao adiar o consumo você recebe juros.
A matemática financeira chama de valor presente o valor atual de uma aplicação ou empréstimo. Isso significa que esse valor se altera ao longo do tempo. Por exemplo, imagine que você comprou uma casa, em 05 de janeiro de 2008, pelo valor de R$150.000. Naquele momento, o valor presente da casa era, exatamente, R$150.000. No entanto, em 2009, a prefeitura de sua cidade resolveu construir uma linha de trem que passa bem em frente à sua nova casa. Agora, o imóvel perdeu valor e, portanto, o valor presente da casa é menor. Por outro lado, se a prefeitura tivesse construído uma estação de metrô próxima à casa, o valor atual do imóvel seria maior.
O valor futuro nada mais é do que a soma do valor presente e o valor acumulado dos juros. Portanto, esses valores são fundamentais para que seja possível calcular os juros que você recebe em um investimento (ou paga em uma compra).
Taxa de juros – É o valor dos juros expresso como um percentual em relação ao capital inicial (valor presente). O Banco Central é responsável por fixar a taxa de juros básica da nossa economia, a chamada taxa Selic, e essa taxa serve de referência para todas as outras.
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Capitalização
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A capitalização representa a forma como são incorporados os juros ao dinheiro e pode acontecer de duas maneiras:
Capitalização Simples (ou Juros Simples) – Os juros incidem somente sobre o valor do dinheiro hoje.
Exemplo:
Foi oferecida para Dona Maria a compra de um fogão que deverá ser paga somente daqui a dois meses. O preço do produto à vista é de R$900,00.
No caso da compra para pagamento futuro, Dona Maria deve pagar R$950,00 daqui a dois meses. Usando nosso simulador de juros ela nota que pagaria uma taxa de juros de 2,74% ao mês. Assim, Dona Maria comparou com outras taxas do mercado para ver qual é a menor.
Capitalização Composta (ou Juros Compostos) – Os juros incidem não só sobre o dinheiro aplicado ou emprestado (capital), como também sobre os juros que já foram pagos ou recebidos.
A cobrança de juros sobre uma base de cálculo que incorpora os juros que incidiram anteriormente faz com que a capitalização composta seja uma função exponencial, enquanto a capitalização simples é uma função linear. A figura abaixo mostra as curvas de comportamento dos juros compostos e dos juros simples.
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Os juros afetam a vida de todos, dos mais pobres aos mais ricos. Um exercício bom é colocar no papel quanto você está pagando de juros ao fazer uma compra (compra a prazo, parcelada, ou “em vezes”, como dizem os antigos; para compra à vista não vale).
Cheque todas as suas contas e conclua se vale a pena ou não pagar os juros. Tudo vai depender de quanto você tem disponível naquele momento e qual a real necessidade da compra. Uma decisão possível é juntar parte do dinheiro necessário para a compra de um bem e dar uma entrada, financiando o restante. Isso faz com que a prestação seja menor ou que o montante pago com os juros também seja menor.
Exemplo:
Fábio pretende investir seu dinheiro em um fundo de investimento prefixado com rentabilidade igual a 0,65% ao mês. (Veja mais sobre o assunto em Tipos de Investimento.)
Supondo que ele aplique R$500 hoje e mantenha esses recursos investidos no mesmo fundo por 6 meses e 15 dias, usando nosso simulador de juros ele percebeu que R$521,51 é o valor bruto que ele receberá na data futura.
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Poupança também funciona como fundo de reserva
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Para consumir tranquilo o ideal é ter um fundo de reserva, assim você não fica no aperto e não corre o risco de ser pego por imprevistos. Todo mês surgem despesas que não estavam planejadas, como um presente para um amigo, uma manutenção de emergência no carro ou passeio de última hora.
E se além disso você estiver no limite em relação à sua possibilidade de gastar, os imprevistos poderão fazê-lo atrasar suas contas e pagar juros e multa por isso.
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Juros e a relação com a inadimplência e endividamento
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Estar endividado não significa estar inadimplente. Estar endividado significa dever algo para alguém. Quando você compra um bem financiado, está assumindo uma dívida.
Estar inadimplente significa não pagar as suas dívidas ou as suas contas. Nesse caso, além dos juros do financiamento ou empréstimo, você pagará juros pelo atraso (juros de mora) e multa e, além disso, corre o risco de ficar com o nome “sujo”.
Atenção
Muitas pessoas se sentem endividadas apenas quando não conseguem pagar as suas dívidas, ou seja, quando ficam inadimplentes. O certo é entender que ao assumir uma dívida você assumiu um compromisso que deverá ser pago e, por esse motivo, toda dívida deve ser colocada em seu orçamento.
Até quando eu posso me endividar?
Ao preparar seu orçamento, lembre-se de que boa parte do seu dinheiro será gasto com as despesas fixas, como aluguel, luz, telefone, alimentação etc. Logo, as dívidas oriundas de empréstimos, financiamentos ou carnês irão concorrer com as outras despesas que você precisa pagar todo mês.
Importante: suas dívidas não devem comprometer grande parte de sua renda. Quanto mais despesas você tiver, menor é a parte de seu orçamento que pode ser comprometida com empréstimos e financiamentos. Pense em quanto suas despesas usuais consomem sua renda e estabeleça um percentual máximo de endividamento, de acordo com isso. Muitos especialistas de mercado sugerem que as dívidas não devem ultrapassar mais do que 30% do orçamento familiar, mas isso é apenas um parâmetro de referência, depende do comprometimento da renda da família com outras despesas.
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Aqui, agora e lá na frente
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Para fazer alguns cálculos é preciso, muitas vezes, recorrer à matemática financeira. Nem todo mundo tem facilidade em fazer contas, é claro! Mas alguns conceitos podem ajudar você a entender melhor a questão dos juros. Acompanhe:
Seu José quer comprar uma televisão que custa R$1.800 à vista, e ele não tem esse dinheiro. Então, R$1.800 é o chamado valor presente do produto.
Ele chegou numa loja e viu que dava para parcelar a compra da tevê em 12 vezes, no cartão de crédito, ficando R$180.
Ao final dos 12 meses a tevê então iria custar R$2.160. Este é o chamado valor futuro, ou seja, o quanto Seu José vai pagar ao final da compra.
Aí entra outro detalhe, a taxa de juros que o Seu José está pagando, que nada mais é do que o percentual entre os juros pagos e o dinheiro emprestado. Nesse caso, Seu José viu que é de 2,92% ao mês.
Para fazer suas contas use as calculadoras abaixo

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Juros e financiamento
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Certamente, ao procurar informações sobre financiamentos, seja de imóveis, carros ou até mesmo itens de menor valor, você já deve ter encontrado uma palavrinha: amortização.
Amortização
Nada mais é que a devolução do dinheiro emprestado e os juros é são pagamento pelo “aluguel” do dinheiro.
Os tipos mais comuns de pagamento ou recebimento das parcelas são:
PRICE - Os valores das prestações que pagamos são fixos, contando a parcela mais os juros. Essa tabela é muito utilizada no financiamento de automóveis.
SAC (Sistema de Amortização Constante) – Os valores das parcelas vão diminuindo com o passar do tempo, ou seja, começam com um valor e vão ficando menores. Esse tipo de tabela é utilizado, por exemplo, em financiamento de casas próprias.
SAM (Sistema Misto) - Uma alternativa intermediária entre a tabela SAC e a tabela PRICE. Estão começando a ser utilizadas por algumas instituições financeiras e de crédito.
Financiamento: PRICE e SAC - consulte a calculadora de Financiamentos e Prestações.