Uma Iniciativa Febraban

6 histórias para inspirar você a empreender

Eles superaram desafios incríveis e construíram negócios de sucesso


Quando você decide começar um negócio próprio, mesmo que tenha feito um bom planejamento, dificilmente saberá com precisão o que irá acontecer com ele. Essa insegurança e os obstáculos que vão surgindo ao longo do percurso, um atrás do outro, podem desanimar o empreendedor e fazê-lo desistir. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que de cada 10 empresas abertas no Brasil, 6 não sobrevivem mais que 5 anos.

As dificuldades, contudo, também podem servir de combustível para o empreendedor. É o que pode ser observado nas histórias de alguns deles, que separamos para apresentar a você. Alguns começaram do zero e construíram impérios, outros trocaram carreiras promissoras por um ideal e outros, ainda, fizeram acontecer simplesmente porque acreditaram ser possível.

Inspire-se nessas histórias e busque no Canal do Empreendedor ferramentas que podem ajudar você a construir um negócio bem-sucedido.

Décimo-quarto filho de uma família de quinze irmãos, Eloi de Oliveira D´Avila perdeu a mãe quando tinha pouco mais de um ano de idade. O pai entregou todos os filhos a amigos e parentes e Eloi foi viver com uma irmã de apenas 14 anos, que era casada. Aos oito anos de idade, ele vendia pasteis feitos pela irmã nas ruas de Porto Alegre (RS), onde moravam, e fez várias tentativas de fugir de casa para escapar dos maus-tratos que sofria do cunhado, que era alcóolatra.

Numa delas, chegou a São Paulo. Viveu na rua, passou fome e trabalhou como engraxate, vendedor de jornais e fazendo bicos no comércio. Aos 12 anos, foi para o Rio de Janeiro e, lá, conheceu um guia turístico da Stella Barros, a maior operadora de viagens do Brasil na época, que conseguiu para ele um emprego de office-boy na agência e um sofá para dormir.

Trocou de emprego muitas vezes e, num determinado momento, acabou voltando para o setor turístico. Com uma história de superação, o menino de rua construiu uma das maiores empresas do setor no país, a Flytour, que fatura R$ 4 bilhões ao ano. Saiba mais sobre a história do Eloi nesta matéria publicada pelo jornal El País. 

Dona de um brechó em Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo, Bernadete Feltrin recebia muitos pedidos para fazer consertos em roupas, até que, em 2002, resolveu abrir o SOS Costura. Pouco tempo depois, recebeu o convite para participar de um grupo de microcrédito, em que os empreendedores pegam o dinheiro prestado junto ao banco e se responsabilizam, solidariamente, pelo pagamento (leia a matéria Como ter crédito mais barato para seu pequeno negócio para saber como o microcrédito funciona).

Com o dinheiro, ela comprou mais máquinas de costura (tinha apenas duas). O negócio foi ganhando corpo, ela saiu do aluguel e comprou um imóvel próprio. Em 2016, Bernadete resolveu dar um passo adiante. Conseguiu um novo empréstimo, de R$ 14 mil, abriu um armarinho e ampliou o negócio de costura. “A crise não me afetou em momento algum”, conta ela neste vídeo produzido pelo Diário do Comércio.

Sofia Esteves é dona do Grupo DMRH, uma das maiores consultorias de recursos humanos do país. Presente em 40 países, a empresa possui mais de 200 funcionários e faturou, em 2016, mais de R$ 30 milhões. Para chegar aonde chegou, Sofia passou poucas e boas. Filha de imigrantes italianos, ela cresceu em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, e via a batalha diária de seus pais para criar os três filhos. Eles vendiam miúdos de carne pelo bairro, em uma carrocinha e, mais tarde, montaram um pequeno açougue. Muitas vezes, Sofia ia à escola sem lanche e caminhava quilômetros, porque faltava dinheiro para a condução.

Em tudo o que pedia aos pais, ela invariavelmente ouvia a frase “faça por merecer”. E fez. Desde os doze anos, fazia bicos e, aos 16, começou a trabalhar em uma clínica médica. Depois, foi para uma loja de móveis, onde ficou até terminar a faculdade de psicologia. Depois de formada, conseguiu emprego em uma consultoria de recursos humanos, ganhando menos que o salário mínimo e tendo, como sala, um banheiro adaptado. Fez carreira na empresa e, mais tarde, passou por uma companhia de recolocação de executivos.

Só depois começou a empreender. Com apenas um cliente na carteira, alugou uma sala em um consultório e, usando todo o dinheiro que tinha, comprou uma mesa e três cadeiras. Com a propaganda boca a boca, a clientela de sua consultoria cresceu. Saiba mais sobre a história de Sofia nesta palestra do programa Itaú Mulher Empreendedora.

Dois bem-sucedidos profissionais do mercado financeiro, Claudio Sassaki e Eduardo Bontempo decidiram, em 2011, abandonar a rotina de banco para montar um negócio social na área de educação. Criaram, então, a Geekie, uma plataforma adaptativa, ou seja, que usa a tecnologia para personalizar programas de aprendizado para cada estudante.

Para cada escola particular que aderisse à plataforma, eles ofereciam a solução gratuitamente para uma escola pública com baixos resultados no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). De 2011 para cá, a plataforma se multiplicou em soluções que podem ser usadas por professores, alunos e administradores de escolas. No final de 2016, a Geekie alcançou 5 milhões de estudantes em todo o Brasil. Neste vídeo, você conhece como essa história aconteceu.

Proprietária de uma das maiores empresas de demolição do país, Eliane nasceu na Paraíba, foi criada em Guarulhos (Grande São Paulo) e, aos 16 anos, mudou-se para a Bahia. Depois de enfrentar muitas dificuldades, decidiu voltar para São Paulo. Para ajudar nas despesas de casa – ela já tinha dois filhos –, vendia doces e panos de prato nas ruas. Depois, passou a trabalhar como diarista.

No vai-e-vem pela capital paulista, observava o desperdício de materiais em demolições. Teve, então, a ideia de abrir uma empresa, a Nobre Demolidora, para reaproveitar tudo o que era jogado fora. Colocou a mão na massa e, hoje, a empresa possui duas unidades, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. Itens como ferro, alumínio, cobre e tijolos são reciclados e viram matéria-prima, a madeira (portas, armários e janelas) é transformada em móveis rústicos que são vendidos em uma loja que Eliane abriu no Jacanã, Zona Norte de São Paulo.

A crise passa longe da empresa, que realiza 3 a 4 demolições simultâneas a cada mês, chegando a faturar até R$ 2 milhões em cada obra. Saiba como ela conseguiu chegar a esse resultado nesta matéria do Programa Hoje em Dia, da TV Record.

Estudantes de engenharia, Caio, Beto e Lucas se juntaram em torno de uma ideia: desenvolver, no Brasil, um modelo de  construção mais sustentável, que não utilizasse tijolos, poupasse recursos como água e não desperdiçasse material. Em 2009, no último ano de faculdade, eles fundaram a Tecverde. O escritório foi instalado na garagem da casa dos pais de Caio, em Curitiba (PR), onde compartilhavam uma mesa de cozinha, três cadeiras e um único computador.

No ano seguinte abriram em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, a primeira fábrica de wood frame, um sistema construtivo à base madeira de florestas plantadas, inédito no Brasil mas bastante utilizado fora do país. Em 2014, construíram outra fábrica no interior de São Paulo e, em 2016, receberam R$ 20 milhões em recursos de um fundo de investimentos ambientais dos Estados Unidos. Os negócios não param de crescer. Saiba o que motivou Caio, Beto e Lucas a empreender nesta matéria publicada pelo Endeavor Brasil.



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