Uma Iniciativa Febraban
Atualizado em: 20 jan 2020 às 08h e 24m

7 despesas que você pode enxugar hoje e não vai nem perceber

Veja como se livrar de desperdícios que podem minar suas economias no dia a dia


Na correria diária, nem sempre percebemos desperdícios que estão à nossa frente. A torneira pingando, a luz acesa num cômodo vazio, os aparelhos na tomada quando não estão sendo usados, a geladeira com uma fresta aberta ou as frutas que passam do ponto e acabam indo parar no lixo podem representar um valor considerável ao longo de um ano.

Para mudar essa rotina em 2020, a proposta, hoje, é fazer uma varredura para encontrar custos desnecessários escondidos nos diferentes cantos da casa. A seguir, algumas dicas que podem ajudar você nisso. Que tal anotar os valores antes e depois desse trabalho e se comprometer a guardar o que for economizado para a hora do aperto? Veja as dicas de investimentos para formar sua reserva de emergência.





Segundo uma pesquisa realizada pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) com apoio da Fundação Getúlio Vargas, uma família brasileira com três pessoas chega a desperdiçar 128 quilos de alimentos no ano, o que equivale R$ 1.002.  Os tradicionais arroz e feijão respondem por 38% da comida que vai parar no lixo. O não reaproveitamento das sobras é um dos principais motivos do desperdício.

Outra causa frequente é o excesso de alimentos na despensa. Para evitar que isso aconteça, a dica é fazer pequenas compras com mais frequência, principalmente de alimentos perecíveis e frescos, como iogurtes, frutas, legumes e verduras. Na hora de cozinhar, use primeiro os itens próximos da validade.

O aproveitamento integral dos alimentos também é importante. Com boa vontade, criatividade e alguma pesquisa na internet, talos, cascas e sementes podem se transformar em deliciosos bolos, farofas, pães e sopas. O Mapa de Feiras Orgânicas do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) traz várias receitas. Dê uma olhada também nessa de lasanha de pão com carne moída e talos.





Uma boa estratégica é fazer o cardápio da semana, ver o que você já tem em casa e só então fazer a lista do mercado. Leve à sério a famosa dica de não ir às compras com fome. Com o estômago vazio, o risco de encher o carrinho com guloseimas também é maior. Seguir a lista à risca é uma ótima maneira de fazer economia. Para facilitar, faça o download da nossa lista de compras de supermercado. Veja também a matéria Vale a pena fazer compras de supermercado pela internet.





Indispensáveis na manutenção da casa, esses produtos respondem por boa da conta do supermercado e, muitas vezes, são despejados, literalmente, no ralo. Confira na embalagem se os produtos que você utiliza estão sendo corretamente diluídos. Concentração maior não significa limpeza melhor. Limpadores multiuso, amaciante, sabão em pó e desinfetante estão entre os campeões do desperdício. Vale conferir também as opções de produtos mais sustentáveis e econômicos, que você pode fazer em casa. Veja algumas receitas na matéria 15 truques para economizar com produtos de limpeza.





Desligar o interruptor ao sair de um cômodo é uma regrinha básica e das mais conhecidas, mas você pode fazer muito mais para economizar energia elétrica. Aproveitar ao máximo a luz natural e escolher cores claras sempre que for pintar as paredes da casa são alguns exemplos de medidas para gastar menos energia. Lâmpadas LED podem custar um pouco mais, mas duram mais e geram uma redução significativa do consumo.

Outras dicas para enxugar a conta de luz: deixar o chuveiro no “modo verão”, nos dias mais quentes, tirar carregadores de celular e outros aparelhos da tomada quando eles não estão sendo utilizados e acumular roupas para lavar e passar de uma só vez. Evite deixar a geladeira aberta enquanto você decide o que vai pegar e troque a borracha de vedação quando ela começar a se desgastar.





Você também pode fazer mais do que fechar a torneira para escovar os dentes e monitorar seu tempo no banho, atitudes básicas para a economia de água dentro de casa. Existem dosadores que permitem que o fluxo de água nas torneiras saia em menor intensidade e na medida certa.

Também é possível aproveitar a água da máquina de lavar roupas para limpar o carro ou quintal, usar como descarga e até esfregar o chão numa faxina mais pesada. Confira mais ficas na matéria Da torneira para o bolso.





Confira se você está usando todo o pacote que contrata. Se sobram minutos de chamadas ou internet, vale conferir se há um plano mais adequado à sua realidade. De tempos em tempos, consulte no site de sua operadora os atuais preços dos pacotes. Se você tem um plano antigo, pode estar pagando mais pelo mesmo serviço vendido que é vendido por um preço inferior. Nesses casos, entre em contato com a operadora para negociar ou trocar de plano. É uma medida simples e que pode trazer algumas dezenas de reais de economia todo mês. Outra coisa que merece atenção são os pontos acumulados nos programas de fidelidade das operadoras e que podem ser trocados por minutos adicionais ou, em alguns casos, em descontos nas faturas.





Os custos com TV a cabo e internet banda larga também têm relevância no orçamento de muitas famílias. Assim como nas contas de celular, é fundamental rever os pacotes de serviços de tempos em tempos, sobretudo porque nossas necessidades mudam. Quem trabalha em casa pode precisar uma internet um pouco mais veloz. Quem tem crianças, assiste a filmes ou acompanha o mundo dos esportes pode precisar de pacotes com canais específicos. E todas estas escolham determinam a mensalidade.

O ideal é que os valores pagos correspondam de fato ao que é consumido. Se você não liga para a TV aberta, pode ser uma boa contratar um serviço de streaming (Netflix, Vivo Play, Telecine Play, HBO e Google Play, por exemplo), que tendem a ser mais baratos e entregam conteúdos de qualidade. Nem sempre os chamados “combos” são a melhor opção para você.




Matérias Relacionadas

Faça uma caça aos gastos invisíveis e economize

Um novo jeito de viver e pensar suas escolhas

15 dicas práticas para reduzir os gastos no supermercado

Não basta trabalhar, é preciso cuidar do que você ganha

Seu padrão de vida cabe no seu bolso?

Carro: você precisa mesmo ter um?