Nos últimos anos, a tecnologia tem transformado o setor financeiro, tornando os serviços mais rápidos, acessíveis e eficientes. O Pix, por exemplo, revolucionou os meios de pagamentos, as contas digitais contribuíram para a inclusão financeira de uma parcela significativa da população e as inovações não param por aí: elas continuam a remodelar a forma como lidamos com o dinheiro.
As criptomoedas, por exemplo, oferecem uma alternativa ao dinheiro tradicional. Já a tokenização permite digitalizar ativos físicos de investimentos e negociá-los de forma mais eficiente. Tudo isso é viabilizado pelo blockchain, um sistema que garante transparência e segurança nas transações.
Se você já ouviu falar sobre esses termos, mas acha tudo muito complicado, este guia vai te ajudar a entendê-los de um jeito fácil. Vamos explicar o que são, como funcionam e por que eles estão mudando o mundo dos investimentos e dos pagamentos digitais. Confira!
O que são criptomoedas
Criptomoedas são como um dinheiro digital, permitindo que as pessoas enviem e recebam valores pela internet. Diferente do dinheiro comum, como o real ou o dólar, as criptomoedas não são controladas pelos governos ou sistemas financeiros. Tudo funciona de forma segura e transparente, usando uma tecnologia chamada criptografia, que protege as transações.
Hoje em dia, existem mais de 10 mil tipos de criptomoedas no mundo, e esse número não para de crescer. As mais famosas são o Bitcoin e o Ethereum, mas há muitas outras, algumas grandes e outras menores. Para ver a lista completa e acompanhar as informações atualizadas sobre elas, você pode acessar o site Coin Market Cap.
Para guardar criptomoedas, você precisa de uma carteira digital. Ela funciona de forma semelhante às carteiras digitais que permitem armazenar e realizar transações financeiras usando o celular, sem a necessidade de usar dinheiro em papel e cartões físicos. Essa carteira pode ser um aplicativo no celular, um programa no computador ou até um dispositivo físico, como um pen drive especial.
Como as criptomoedas são criadas?
O jeito mais conhecido usado pelos empreendedores que criam criptomoedas é a mineração. Nesse processo, computadores potentes resolvem problemas matemáticos difíceis para validar transações. Mas a mineração tem alguns problemas: gasta muita energia e exige computadores caros e poderosos.
Por isso, foram criadas outras formas de produzir criptomoedas, cada uma com suas vantagens. Por exemplo:
- Proof of Stake (PoS): Em vez de usar computadores para minerar, as pessoas que têm mais moedas podem ajudar a validar transações. Isso gasta menos energia e é mais justo.
- Pre-mining: Os criadores da criptomoeda fazem uma quantidade de moedas antes de lançá-las para o público.
- Minting: Em redes que usam PoS, novas moedas são "cunhadas" como recompensa para quem ajuda a validar transações.
- Airdrops: Alguns projetos distribuem moedas de graça para quem se interessar.
- ICOs/IDOs/IEOs: São vendas iniciais de moedas para arrecadar dinheiro e financiar o projeto.
- Forking: Quando uma criptomoeda é dividida em duas, criando uma nova moeda.
- Stablecoins: São moedas digitais que têm o mesmo valor de algo real, como o dólar ou o ouro, para evitar oscilações de preço.
Cada método tem seus benefícios. Alguns gastam menos energia, outros distribuem moedas de forma mais justa, e alguns garantem que o valor da moeda seja estável. A escolha do método depende do que os criadores da criptomoeda querem alcançar.
Entender como as criptomoedas são criadas ajuda a saber como elas funcionam e por que algumas são mais seguras, econômicas ou justas que outras.
Para que servem as criptomoedas?
Inicialmente criadas como uma alternativa ao dinheiro tradicional, as criptomoedas permitem a realização de pagamentos de forma rápida, sem a necessidade de intermediários. Além das transações comerciais, as criptomoedas podem ser usadas como um investimento: traders e investidores compram e vendem criptomoedas em busca de valorização e lucro.
As criptomoedas são uma tecnologia inovadora que pode trazer muitos benefícios, mas também possuem algumas características que facilitam atividades ilegais. Por exemplo, as transações são feitas com códigos, não com nomes reais, o que dificulta identificar quem está por trás delas.
Além disso, como não há um banco ou governo controlando as operações, é mais difícil bloquear ou rastreá-las. Criminosos também usam criptomoedas para lavar dinheiro, aplicar golpes contra o consumidor, contrabandear itens ilegais na internet e até sequestrar dados de computadores, pedindo pagamentos em moedas digitais.
No entanto, as criptomoedas não foram criadas para o crime. Elas têm o potencial de ajudar muitas pessoas, principalmente quem não tem acesso a bancos. Governos e empresas estão trabalhando para criar regras e ferramentas que impeçam o uso errado dessas moedas. Por isso, é importante aprender sobre o assunto e usar as criptomoedas de forma responsável, evitando cair em golpes ou práticas ilegais. A tecnologia em si não é ruim, mas depende de como as pessoas a utilizam.
Cuidados ao investir em cripto
O mercado de criptomoedas pode ser altamente volátil e está repleto de riscos. Para investir com segurança, considere os seguintes pontos:
- Desconfie de promessas de ganhos garantidos: alguns influenciadores digitais podem promover esquemas fraudulentos ou, ainda, incentivar a compra de criptomoedas sem deixar claro que elas são um investimento de alto risco. Sempre pesquise antes de investir.
- Segurança digital: Use carteiras digitais confiáveis e ative a autenticação em duas etapas.
- Diversificação: Não coloque todo seu capital em um único ativo.
- Regulação: Entenda a legislação vigente sobre criptomoedas.
- Invista por meio de ETFs: Para investir em criptomoedas, é preciso conhecer muito bem esse mercado. Um jeito mais simples de aproveitar essa oportunidade é investir em ETFs de criptomoedas, que são fundos comercializados no mercado tradicional, que reúnem várias moedas digitais por meio de suas cotas. Entenda o que são e como funcionam os ETFs.
O que é Tokenização?
A tokenização, por sua vez, é a transformação de algo real (como um imóvel, uma obra de arte ou até dinheiro) em um "token" digital. Os tokens são como fichas digitais que representam algo de valor, como uma parte de um apartamento, por exemplo. Esse token pode ser negociado na internet, como se fosse uma moeda.
Os tokens facilitam as transações pela internet e permitem que várias pessoas sejam donas de um mesmo imóvel ou obra de arte. Tokenizar ativos permite maior liquidez, acessibilidade e fracionamento do investimento: em vez de comprar um imóvel inteiro, o investidor pode adquirir partes dele por meio de tokens.
Existem diversos tipos de tokens - veja alguns exemplos:
Tokens de Utilidade: Dão acesso a serviços ou produtos.
Tokens de Investimento: Representam valores como ações de empresas ou imóveis.
Stablecoins: São tokens que valem o mesmo que uma moeda real, como o dólar.
O que é Blockchain?
Blockchain é uma tecnologia que guarda informações de forma segura, transparente e que não pode ser alterada. Imagine uma corrente formada por blocos, sendo que cada um deles contém informações e está ligado ao bloco anterior. Isso cria uma cadeia de dados segura e descentralizada, ou seja, sem um controle central.
Para entender melhor, pense em um livro de registros digital que todo mundo pode ver, mas ninguém pode mudar. Esse livro guarda todas as transações feitas com moedas digitais e tokens de forma aberta e segura.
Como a blockchain funciona
Blocos: As transações são agrupadas em blocos, que são ligados em uma corrente (daí o nome "blockchain").
Descentralização: Vários computadores (chamados de nós) verificam e validam cada bloco, garantindo que tudo esteja certo.
Imutável: Depois que uma informação é registrada, ela não pode ser alterada, o que garante que os dados sejam confiáveis.
Privacidade: As transações são registradas publicamente, mas as pessoas envolvidas são identificadas apenas por códigos (uma sequência de letras e números), não por nomes ou dados pessoais. Isso significa que você pode ver que uma transação aconteceu, mas não sabe quem fez.
Para que serve a blockchain
A tecnologia blockchain serve como a base para o funcionamento das criptomoedas, como o Bitcoin, garantindo segurança e transparência nas transações digitais. Além disso, essa tecnologia permite a criação de tokens, que são moedas digitais representando algum tipo de valor.
Em resumo, blockchain é como um livro digital super seguro que guarda informações importantes e não pode ser alterado. É a tecnologia que torna as criptomoedas e outras inovações digitais possíveis.
Regras e fiscalização
No Brasil, as criptomoedas já estão no radar das autoridades regulatórias. A Receita Federal exige que os investidores declarem seus criptoativos no Imposto de Renda, enquanto o Banco Central trabalha na criação de regras específicas para o setor. Além disso, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) já tem diretrizes para a tokenização de ativos, como imóveis e ações.
No cenário global, países como os Estados Unidos e os membros da União Europeia também estão criando regras para controlar o uso de criptomoedas e proteger os investidores, como o MiCA (Markets in Crypto-Assets) e as regulações da SEC (Securities and Exchange Commission).
E o Drex, o que é?
O Drex é a moeda digital emitida pelo Banco Central do Brasil, uma versão digital do real. Diferente das criptomoedas descentralizadas, ele é um CBDC (Central Bank Digital Currency), ou seja, uma moeda digital controlada por uma autoridade monetária.
A plataforma brasileira usa tecnologias como blockchain para oferecer serviços financeiros modernos, e faz parte de um movimento que está transformando o sistema financeiro tradicional.
Como o Drex funciona
O Drex funciona com base na tecnologia blockchain, garantindo segurança e transparência em suas operações. Ele oferece uma variedade de serviços, desde pagamentos digitais até soluções de investimento, reunindo tudo em uma única plataforma. Além disso, sua capacidade de integração com outras tecnologias facilita o uso em diferentes sistemas, tornando as transações mais ágeis e acessíveis.
Inspirado nas criptomoedas e na tokenização, o Drex utiliza princípios semelhantes para proporcionar maior eficiência e confiabilidade. Esse modelo representa um avanço na forma como o mercado tradicional adota inovações do universo digital, trazendo mais segurança e modernidade para o sistema financeiro.
Saiba mais sobre o que é Drex e como funciona.
Novas tecnologias criadas para melhorar a vida do consumidor de produtos financeiros
Para além das criptomoedas, o setor financeiro vem sendo transformado pelas inovações tecnológicas que chegam para facilitar a vida do consumidor ao trazer mais segurança, praticidade e agilidade. Conheça algumas delas.
Inteligência artificial (IA)
Cada vez mais popular, a inteligência artificial pode ajudar o setor financeiro a aprimorar a gestão de ativos, identificar inadimplências e detectar fraudes. Com acesso a um grande banco de dados, ela ajuda a melhorar previsões e a criar serviços financeiros mais eficientes e personalizados.
Ao analisar o comportamento de gastos de clientes, por exemplo, a inteligência artificial pode oferecer recomendações personalizadas, além de lembretes sobre pagamentos recorrentes e alertas sobre possíveis fraudes.
Open Banking e Open Finance
Já o Open Finance é uma iniciativa do Banco Central que permite o compartilhamento de dados financeiros de clientes, entre diferentes instituições. Esse compartilhamento só é feito mediante autorização, e permite uma oferta de produtos e serviços mais personalizada. Além disso, ele promove uma maior competição no setor, melhorando preços e taxas.
Conclusão
O mundo das criptomoedas, tokenização e blockchain está em constante evolução, oferecendo novas oportunidades e desafios. Entender os conceitos básicos, como tudo funciona e os cuidados necessários é essencial para navegar neste mercado com segurança e confiança.
Seja para investimentos, pagamentos digitais ou inovações financeiras como o Drex, essas tecnologias estão moldando o futuro do mercado financeiro. Mantenha-se informado e sempre busque orientação de fontes confiáveis.





