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Seu dinheiro está de férias?

4 razões para colocá-lo para render em uma aplicação

 

Você trabalha várias horas por dia para pagar as contas. E o seu dinheiro, será que ele também está trabalhando ou está curtindo umas férias estacionado em algum lugar? Depois de tanto esforço para trocar seu trabalho por um tanto de dindin, será que vale a pena deixar uma parte desse valor parado na conta, esperando você decidir o que fazer com ele?

Veja quatro razões para investir em aplicações, mesmo que seja por pouco tempo. Afinal, tempo é dinheiro! Essa expressão ganha um significado especial quando se trata de colocar seus recursos para render.

 

No Brasil, investidores podem contar com o sistema de juros compostos para multiplicar seus rendimentos. Os juros funcionam como um “fermento” para seu dinheiro, ou seja, cada dia que você deixar seu recurso aplicado, o bolo “cresce” um pouco mais.

 

Além disso, investir seu dinheiro lhe proporciona uma correção monetária, ou seja, ajuda a proteger o dinheiro poupado das perdas do poder de compra causadas pela inflação, no médio ou longo prazo. Para entender melhor como isso funciona, leia: A inflação, os juros e o seu bolso.

 

Tão ou mais importante do que o rendimento em si é o fato de que o dinheiro aplicado, mesmo que por pouco tempo, fica menos disponível para gastos supérfluos. Quando está na conta corrente, é muito fácil gastá-lo sem muito critério. Só o esforço necessário para sacá-lo do investimento pode desestimular o seu uso em situações de impulsos.

 

Mesmo que o dinheiro esteja investido, isso não significa que ele estará inacessível. Para ter ele disponível quando precisar, basta escolher uma aplicação com liquidez diária, como a Caderneta de Poupança, o Tesouro Selic ou o CDB com Liquidez Diária. Desta forma, nas emergências ou oportunidades que surgirem pela frente, você poderá utilizar seu dinheiro sem grandes perdas.


Potencializando ganhos

Se podemos contar com tais vantagens, por que ainda tem gente que deixa o dinheiro descansando na conta corrente, como se estivesse guardado no colchão? Seja por esquecimento, comodismo ou medo de não ter dinheiro na hora que precisar, o fato é que este hábito pode fazer você perder dinheiro sem perceber.

Veja, na comparação a seguir, como aplicar o dinheiro, mesmo que por alguns dias ou meses, pode trazer ganhos e somar moedas ao seu “cofrinho”. Comparamos produtos com liquidez diária e destacamos o investimento que traz o maior retorno em cada prazo.

 

Para os cálculos acima, consideramos uma Taxa Selic de 6,5% ao ano, taxa de custódia do Tesouro Direto de 0,25% ao ano, tributação regressiva de IR e IOF conforme tabela da Receita Federal:

  • ·         22,5%, em aplicações com prazo de até seis meses;
  • ·         20%, em aplicações com prazo de seis meses e um dia até doze meses;
  • ·         17,5%, em aplicações com prazo de doze meses e um dia até vinte e quatro meses;
  • ·         15%, em aplicações com prazo acima de vinte e quatro meses.

 

Moral da história

No período inferior a 30 dias, a caderneta de poupança não tem rendimentos, pois sua rentabilidade é computada apenas na sua data de aniversário mensal.

O Tesouro Selic tem um rendimento bruto maior do que a poupança, entretanto, cobra taxa de custódia anual de 0,25% sobre o valor total aplicado, o que retém parte do rendimento. Além disso, se for resgatado antes de 30 dias, cobra IOF.

O CDB DI com rendimento de 100% do CDI seria a melhor opção para o curto prazo, pois não tem o custo da taxa de custódia e, mesmo com o Imposto de Renda e o IOF, já apresenta algum rendimento antes de 30 dias. Porém, a maioria dos bancos exige uma aplicação mínima de R$ 500 para o CDB. Neste caso, pode ser melhor abrir mão de um pouco do rendimento para garantir a liquidez diária do Tesouro Selic e não ficar restrito aos 30 dias da poupança.

Após seis meses, os investimentos no Tesouro Direto e no CDB começam a valer muito a pena do que a poupança, devido à tributação regressiva de IR.

Se, ao invés de um único aporte, você aplicar um valor todo mês, verá um resultado muito mais significativo.

Seja qual for a sua estratégia, é fundamental lembrar daquela máxima: “dinheiro na mão é vendaval”. Se todos os meses você aplicar daquele dinheirinho que sobrou na conta corrente, verá uma grande diferença no longo prazo.




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