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Atualizado em: 06 nov 2019 às 16h e 26m

Técnicas para guardar dinheiro 1: envelopes

Na primeira matéria desta série, você aprende um método bem simples para organizar as finanças e poupar


Guardar dinheiro é um hábito que exige persistência e determinação. Em meio a tantos atrativos em prateleiras, vitrines e balcões, sem uma organização mínima das finanças, o dinheiro acaba indo embora e a gente nem sabe direito onde ele foi parar. E a ideia de ter uma grana reservada para imprevistos ou para realizar aquele projeto de vida acaba sendo indefinidamente adiada.

A boa notícia é que há alguns truques e técnicas que podem ajudar a mudar essa situação. É o que vamos mostrar nesta série de matérias que irão apresentar diferentes métodos para poupar. Acompanhe, veja qual faz mais sentido para você e coloque em prática. Começar a guardar dinheiro traz um ânimo danado para fazer a poupança aumentar.

Desta vez, vamos explicar como funciona o método dos envelopes. Ele é muito simples e facilita enxergar como distribuímos o dinheiro que suamos para ganhar. Assim, fica mais fácil fazer economia e separar uma parte, mesmo que pequena, para guardar.


Como usar os envelopes

Você vai precisar de 10 envelopes brancos tamanho ofício, desses que você encontra em qualquer papelaria por menos de R$ 0,30.  Pegue cada um dos envelopes e escreva a lápis, na frente, o tipo de despesa (moradia, alimentação, saúde, etc.) e o valor que você gasta ou pretende gastar, por mês, com cada um. Por exemplo: moradia (R$ 1.200) e alimentação (R$ 450,00).

Durante o mês, coloque dentro de cada envelope todos os comprovantes de pagamentos e despesas que você efetuou. Não vale guardar apenas os recibos das contas de maior valor. Mesmo que gaste R$ 2,00, peça recibo e, quando chegar em casa, coloque-o no envelope.

No final do mês, some todos os recibos de cada envelope e veja como ficou o “saldo” de cada categoria. Por exemplo: se você gastou R$ 500 com alimentação, o saldo ficou negativo em R$ 50. Que tal economizar este valor no próximo mês? Faça o mesmo com todos os envelopes, porque aí vem o grande desafio: a proposta é que, já no segundo mês, você consiga reduzir um pouquinho o total gasto no mês para pôr nos envelopes “reserva de emergência” e “investimento”.

Para ter um controle ainda mais rígido, a sugestão é pôr dentro de cada envelope o dinheiro necessário para pagar as contas. E usar apenas o que está em cada envelope, sem recorrer a outros meios de pagamentos.

Uma última dica que pode facilitar ainda mais o controle. O portal Vida e Dinheiro, da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) disponibiliza um material que pode ser impresso, colado ou colocado dentro de cada envelope, já com os espaços anotar o que aconteceu mês a mês em cada categoria, durante um ano inteiro. É só incluir os valores e marcar se faltou dinheiro, sobrou ou empatou. Clique aqui e, depois, nos envelopes de 1 a 8 para baixar e imprimir.

Veja, a seguir, como organizar os envelopes.

Envelope 1 – Moradia: aqui entram os gastos com aluguel, condomínio, prestação da casa ou apartamento, IPTU, contas de água e luz, telefone e internet.

Envelope 2 – Alimentação, limpeza e higiene: gastos no supermercado, feira, padaria, açougue, gás, outras comidas entregues em casa, idas a lanchonetes e restaurantes. Guarde os comprovantes de todos os gastos com alimentação, inclusive o cafezinho e o pão de queijo.

Envelope 3 – Saúde: plano de saúde, consultas, exames, dentista, seguro de vida, ginástica, compra ou troca de lente de óculos e medicamentos, entre outros.

Envelope 4 – Transporte: ônibus, metrô, aluguel de patinete e bicicleta, prestação do carro ou moto, IPVA, estacionamento, combustível, seguro do carro ou moto, consertos e manutenção do veículo.

Envelope 5 – Vestimenta e beleza: roupa, calçado, bijuteria, perfumaria, cabelereiro, barbeiro, pé/mão, cosméticos e outros itens relacionados.

Envelope 6 – Educação: mensalidade da escola, cursos extras, material e transporte escolar.

Envelope 7 – Lazer e comemorações: gastos com presentes, festas e comemorações (incluindo bares), passagens aéreas, combustível, hotéis, pedágio e passeios, entre outros.

Envelope 8 – Dívidas: fatura do cartão de crédito ou cartão de loja, cheque especial, crediários e empréstimos contratados.

Envelope 9 – Reserva de emergência: a partir do segundo mês, coloque neste envelope uma parte do valor que conseguir poupar. A ideia é, aos poucos, formar uma reserva para situações inesperadas. Este dinheiro pode ser colocado em uma aplicação que você possa retirar a qualquer momento, como a poupança ou o Tesouro Selic.

Envelope 10 – Investimento: neste envelope você vai guardar ou anotar o dinheiro que pretende poupar, todo mês, para realizar um sonho ou projeto. Comece com qualquer valor e vá aumentando, devagar e sempre. A meta ideal é guardar 10% do valor líquido que você recebe. Com persistência e controle dos gastos, você pode chegar lá. A ideia é pôr o dinheiro guardado para render em uma aplicação. Algumas delas aceitam valores menores, como o Tesouro Selic (aplicações a partir de R$ 30,00). Se você recebe pelo banco, pode contratar um investimento programado, sem custo.



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