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A inflação, os juros e o seu bolso

Entenda essa relação e saiba como aproveitar os juros a seu favor e fazer seu dinheiro render


Basta ir ao supermercado para sentir no bolso os efeitos da inflação. Os preços aumentam e os mesmos R$ 100 que um tempo atrás enchiam o carrinho, agora não compram nem o básico. Mas, afinal, por que a inflação acontece e como você pode ajudar a combatê-la?

A inflação é o resultado do movimento de oferta e procura de produtos e serviços. Imagine, por exemplo, que a produção de feijão tenha sido muito alta. Os produtores levam o feijão ao mercado para vender, mas as pessoas não conseguem comprar tudo o que é produzido – a oferta é maior do que a procura. Por isso, sobra feijão e os produtores precisam diminuir o preço. Quando a maioria dos preços cai, a inflação diminui. Ao contrário, quando todo mundo quer comprar algo que está em falta – a procura é maior do que a oferta –, os preços sobem e a inflação aumenta.

Mesmo quando o índice geral da inflação está sob controle, os preços de alguns produtos sobem mais do que outros, devido às oscilações de mercado. Se o preço da carne subir e o do feijão cair, por exemplo, a média geral pode ficar mais baixa, pois a carne não é consumida tão frequentemente quanto o feijão. Mesmo assim, para as famílias que comem carne todos os dias, a sensação é de inflação alta.


A dinâmica dos juros: o que é a Selic

Para segurar a inflação e evitar que os preços subam ainda mais, o Banco Central aumenta a Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela serve como referência para as demais taxas de juros que os bancos cobram quando você usa o crédito, como o rotativo do cartão e o cheque especial.

Em 2016, por exemplo, quando a inflação chegou a 10% ao ano, o Banco Central precisou aumentar a taxa de juros, e a Selic chegou a 14,25%, uma das mais altas dos últimos anos.

Atualmente (abril/2019), com a inflação em 3,9%, a Selic foi fixada em 6,5% ao ano. Embora esteja bem mais baixa, a taxa de juros no país continua elevada. Ela é o dobro da média das taxas dos países do G20, grupo que reúne as vinte maiores economias do mundo, do qual o Brasil faz parte. A taxa média de juros no G20 é de 2,92% ao ano.


Como os juros altos afetam o seu bolso



Então, fica a dica...

Pense bem antes de comprar e aproveite as taxas de juros a seu favor, adiando aquelas compras não tão urgentes e investindo o seu dinheiro. Assim ele rende mais e você mantém seu bolso em dia.




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