Você já percebeu que R$ 100 hoje não conseguem comprar o mesmo número de itens que compravam há alguns anos? Isso acontece por causa da inflação que, na prática, nada mais é do que o aumento geral dos preços ao longo do tempo.
Oscilações de preço
As oscilações nos preços são naturais e até esperadas em economias saudáveis. O problema surge quando eles sobem rapidamente e de maneira descontrolada. Nesse cenário, o dinheiro perde seu poder de compra, afetando o custo de vida e criando incertezas econômicas.
Para que isso não aconteça, o Banco Central do Brasil (Bacen) tem a responsabilidade de manter a inflação dentro das metas estabelecidas anualmente pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2024, a meta de inflação está entre 1,50% e 4,50%, mas, segundo o Boletim Focus, a expectativa é que o índice fique em 5,60%, acima do teto da meta.
Inflação no Brasil
No Brasil, a inflação é acompanhada por diferentes índices, sendo o principal o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ele mede a variação no custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, considerando uma cesta de produtos e serviços essenciais, como alimentação, moradia, transporte e saúde.
Embora a inflação seja uma média geral, cada pessoa sente seus efeitos de forma diferente, dependendo dos seus hábitos de consumo. Por isso, entender como ela funciona é essencial para tomar melhores decisões financeiras e proteger seu dinheiro ao longo do tempo.
Inflação 2025 mês a mês
Acompanhar a evolução mensal da inflação é fundamental para entender as variações nos preços ao longo do ano e como elas afetam diretamente o seu poder de compra. A seguir, você confere a evolução do IPCA 2025, mês a mês:
| Mês | Inflação 2025 |
|---|---|
| Janeiro | 0,16% |
| Fevereiro | 1,31% |
| Março | 0,56% |
| Abril | 0,43% |
| Maio | 0,26% |
| Junho | 0,24% |
| Julho | 0,26% |
| Agosto | -0,11% |
| Setembro | 0,48% |
| Outubro | 0,09% |
| Novembro | - |
| Dezembro | - |
| ACUMULADO NOS ÚLTIMOS 12 MESES | 4,68% |
Fonte: IBGE
Inflação acumulada
No resultado acumulado nos últimos 12 meses, a inflação desacelerou de 5,17% para 4,68%, também segundo o IBGE.
A inflação nos últimos anos
Nos últimos anos, o IPCA apresentou oscilações significativas. A pandemia da Covid-19, a crise hídrica e o aumento do preço dos combustíveis foram fatores que impactaram diretamente a inflação nesse período.
Confira, a seguir, o IPCA acumulado entre 2021 e 2025:
| Ano | IPCA Acumulado nos últimos anos |
|---|---|
| 2021 | 10,06% |
| 2022 | 5,79% |
| 2023 | 4,62% |
| 2024 | 4,83% |
| 2025 | - |
Fonte: IBGE
A inflação em 2021...
Em 2021, a inflação subiu drasticamente, alcançando 10,06%, bem acima da meta de 3,75% definida pelo Banco Central. No ano seguinte, caiu para 5,79%. O acumulado ainda estava acima da meta, mas com uma desaceleração em relação ao ano anterior. O preço de itens como combustíveis e alimentos pressionou o índice, embora a economia mostrasse sinais de recuperação.
A inflação em 2023...
Já em 2023, o IPCA ficou em 4,62%, dentro da meta estabelecida pelo Banco Central. O aumento da gasolina impactou o grupo de transportes, mas a deflação em alimentos, como o óleo de soja e as carnes, ajudou a controlar o índice, gerando um alívio para as famílias.
Saiba mais: Inflação 2023: confira a tabela do IPCA 2023 mensal e acumulado do ano
A inflação em 2024...
Em 2024, por sua vez, o acumulado do ano ficou em 4,83%, ligeiramente acima da meta estabelecida. Os maiores impactos sobre a inflação vieram do grupo Alimentação e Bebidas, Saúde e Cuidados Pessoais , além de Transportes. Relembre o IPCA 2024 mês a mês e o acumulado do ano.
IPCA nos últimos 10 anos
O gráfico abaixo ilustra a evolução do IPCA de 2014 a 2024, com dados fornecidos pelo IBGE:
O que mais impacta a inflação hoje
O ano de 2025 começou com uma desaceleração do IPCA em relação a dezembro de 2024, registrando uma alta de apenas 0,16%. Esse valor foi impactado principalmente pela queda nos preços do grupo Habitação, especialmente pela redução nas tarifas de energia elétrica residencial.
Por outro lado, o grupo Alimentação e Bebidas continua em alta. Entre os alimentos que mais encareceram estão a cenoura (36,14%), o tomate (20,27%) e o café moído (8,56%), produtos essenciais na mesa dos brasileiros.
Para enfrentar esse aumento e reduzir o impacto da inflação, ser criativo na hora de montar o cardápio de casa pode fazer toda a diferença. Evitar desperdícios e buscar alternativas mais econômicas são boas estratégias para economizar.


