De quando em quando, a Academia Brasileira de Letras inclui novas palavras ou expressões no vocabulário ortográfico da língua portuguesa. O termo “mãe solo” entrou oficialmente para o vocabulário em 2022, com a seguinte definição: “mãe que assume de forma exclusiva todas as responsabilidades pela criação do filho, tanto financeiras quanto afetivas, em uma família monoparental”.
O fato é que criar um filho sozinha envolve desempenhar, ao mesmo tempo, muitos papéis: provedora, chefe de família, cuidadora e responsável pelas decisões financeiras do dia a dia. Essa é a realidade de quase 11 milhões de brasileiras, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também de 2022.
Desse total, 45% são as únicas responsáveis pela criação dos filhos, de acordo com a terceira edição da pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado, lançada em 2025 pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc. Além de trabalhar, elas assumem sozinhas as tarefas de educar os filhos, prover alimentação e cuidados, levar a consultas médicas, manter a casa organizada e muitas outras.
Gabriela (sobrenome não divulgado para preservar a identidade da entrevistada), de 35 anos e mãe solo de um menino de 4 anos, resume essa rotina como uma constante batalha para equilibrar prioridades. Após a separação do seu ex-marido, ela voltou a morar com os pais e reorganizou a vida em função do filho e das limitações financeiras. “A sensação é que estou sempre jogando alguma coisa fora do barco para tentar salvar a outra”, relata.
Já Letícia Regina, de 51 anos, técnica de laboratório e mãe de quatro filhos, define sua rotina como uma sucessão de urgências. Ela mora em Montenegro, no Rio Grande do Sul, e acorda por volta das cinco horas da manhã para trabalhar. Ao final do expediente, divide o tempo entre tarefas domésticas, a faculdade e os cuidados com a filha mais nova, de 12 anos. “Minha maior preocupação é não deixar faltar comida na mesa”, afirma.
Diante de tantos desafios, como encontrar o equilíbrio e ter qualidade de vida financeira e em família?
Renda, trabalho e filhos: os desafios financeiros da mãe solo
As despesas para criar um filho no Brasil podem variar entre R$ 480 mil e R$ 1,2 milhão dos 2 aos 18 anos para famílias com renda mensal entre R$ 5.281 e R$ 13.200 (classe C). Quem tem renda mensal entre R$ 13.201 e R$ 26,4 mil pode gastar de R$ 1,2 milhão a R$ 2,4 milhões. Os dados são de um estudo encomendado pelo jornal O Estado de São Paulo (Estadão) e feito pelo Insper em 2023, com base em estatísticas do IBGE. O levantamento indicou que as famílias gastam em média 30% de sua renda com os filhos, considerando gastos com alimentação, educação, saúde e lazer, além de parte de despesas como aluguel. Quando a renda depende de uma única pessoa, as coisas ficam ainda mais complicadas.
Além disso, as mães solo lidam com um mercado de trabalho discriminatório. O 5º Relatório de Transparência Salarial e Igualdade, publicado em abril de 2026 pelo Ministério do Trabalho, revela que o rendimento médio das mulheres é 21,3% menor do que o dos homens. A desigualdade é ainda mais profunda para mulheres negras e pardas.
A sobrecarga também aparece no tempo dedicado ao cuidado. Segundo a Fundação Perseu Abramo, mulheres com filhos pequenos passam quase 15 horas semanais em tarefas domésticas e de cuidado não remuneradas — o que reduz o tempo disponível para descanso, estudo e organização financeira.
A falta de apoio também acaba limitando oportunidades profissionais. Gabriela conta que já deixou de aceitar trabalhos por precisar cuidar do filho pequeno. Leticia passou por situação semelhante quando desistiu de prestar um concurso em Santa Catarina porque não teria com quem deixar a filha durante os plantões requeridos pelo trabalho.
Planejamento possível e pequenas estratégias ajudam a reduzir a pressão
Mesmo com a rotina apertada, pequenos hábitos podem trazer mais previsibilidade e aliviar a pressão financeira. O primeiro passo é entender para onde o dinheiro está indo. Isso ajuda a definir prioridades, identificar gastos essenciais e criar novos hábitos financeiros de forma gradual, sem exigir mudanças radicais de uma só vez. Confira algumas dicas.
#1 Monte o seu orçamento familiar
Listar todas as entradas de dinheiro, assim como as despesas mensais, é um dos primeiros passos para organizar a vida financeira. Isso inclui anotar desde contas fixas, como aluguel, energia elétrica e alimentação, até gastos variáveis, como lazer, transporte e cuidados pessoais.
Comparar essas despesas com a renda disponível ajuda a entender onde estão os maiores gargalos do orçamento e o que pode ser ajustado aos poucos para conquistar o que se deseja. Ferramentas como aplicativos, cadernos ou planilhas — como as oferecidas pelo Meu Bolso em Dia — ajudam a visualizar melhor o orçamento. “Aqui em casa, os itens que mais pesam são a alimentação e a energia elétrica”, comenta Letícia. Gabriela, por sua vez, afirma que colocou como prioridade conquistar estabilidade financeira para voltar a ter uma moradia própria.
#2 Construa uma proteção financeira
Quando toda a estabilidade da casa depende da renda de uma única pessoa, proteção financeira ganha ainda mais relevância. Por isso, a dica é construir, aos poucos, uma reserva de emergência, que tem como objetivo dar suporte em situações inesperadas, como desemprego, doenças, consertos urgentes ou períodos de redução da renda.
O ideal é que esse dinheiro fique separado em uma aplicação segura e possa ser acessado rapidamente quando necessário. Letícia conta que sua filha mais nova precisou passar por uma cirurgia de apendicite quando tinha 4 anos. “Foi um dos momentos mais difíceis desde que me tornei mãe solo. Foi pesado financeira e emocionalmente, e eu passava os dias resolvendo apenas o agora, sem pensar no antes ou no depois”, desabafa.
Gabriela afirma que uma das maiores lições que aprendeu depois da separação foi a importância de construir uma reserva financeira própria. “Enquanto casada, eu tinha a segurança e a estabilidade do parceiro também. Quando isso se desfaz, ficamos meio perdidos”, relata.
Outra forma de proteção são seguros de vida ou prestamistas, que podem cobrir gastos em situações como incapacidade temporária da mãe para o trabalho, pagamento faculdade ou, ainda, proteção dos filhos em caso de morte. Na hora de contratar, a dica é fazer uma boa pesquisa sobre os tipos de seguros mais indicados para a sua necessidade e avaliar se as parcelas do seguro cabem no orçamento.
#3 Não tenha medo de olhar a situação financeira
Lidar bem com o dinheiro nem sempre é simples, principalmente para quem passou por períodos de instabilidade, separação, desemprego ou precisou reorganizar toda a vida financeira sozinha. Além disso, fatores emocionais influenciam decisões financeiras. Culpa ao dizer “não”, cansaço acumulado, consumo por compensação emocional e dificuldade de planejamento de longo prazo fazem parte da experiência de muitas mães solo.
Essas situações podem levar a um ciclo de instabilidade difícil de romper. Quanto mais a pessoa evita olhar para o orçamento, mais complicado fica reorganizar as contas, negociar dívidas ou planejar o futuro. Além do impacto no bolso, essa pressão constante também pode afetar a saúde emocional e aumentar a sensação de sobrecarga.
Por isso, buscar informação e começar a entender melhor o próprio dinheiro também pode ser uma forma de ganhar autonomia e segurança. O aprendizado sobre finanças não precisa acontecer de uma vez só. Conversar com pessoas de confiança, procurar orientação, participar de cursos gratuitos ou buscar conteúdos educativos, como os da Plataforma Meu Bolso em Dia, pode ajudar a tornar as decisões financeiras com mais segurança, dentro da realidade de cada família.
#4 Planeje o presente pensando no futuro
Além das urgências do presente, a proteção financeira também envolve pensar no futuro e em situações em que a renda pode ser interrompida temporária ou definitivamente. Nesse contexto, a contribuição para a Previdência Social ajuda a garantir uma rede mínima de segurança para mães solo e seus filhos.
Benefícios como auxílio-doença, salário-maternidade, aposentadoria e pensão por morte podem fazer diferença em períodos de afastamento do trabalho, problemas de saúde ou perda de renda. Para mulheres que sustentam sozinhas a casa, essa proteção tende a ter um peso ainda maior.
Mesmo para quem trabalha de forma autônoma e informal, existem formas de fazer a contribuição individual ao INSS com valores proporcionais à renda. Para se cadastrar como contribuinte individual:
- Acesse o site ou app Meu INSS.
- Utilize seu CPF e a senha cadastrada no Portal Gov.br.
- Preencha o formulário com nome, CPF, RG e endereço, selecionando a opção de contribuinte individual ou autônomo.
- Se nunca trabalhou com carteira assinada, o sistema gera o número do NIT na hora. Quem já trabalhou pode usar o PIS/PASEP existente.
O valor mínimo de contribuição em 2026 varia de acordo com a categoria e o plano escolhido, tendo como base o salário mínimo de R$ 1.621,00:
- Empregados CLT: o desconto mínimo é de 7,5% (R$ 121,57) sobre o salário mínimo, com faixas de contribuição progressivas, de acordo com a renda.
- Contribuinte Individual (Autônomo) ou Facultativo (Plano Simplificado): R$ 178,31 (correspondente a 11% do salário mínimo).
- MEI (Microempreendedor Individual): R$ 81,05 (correspondente a 5% do salário mínimo).
- Autônomo ou Facultativo (Plano Normal): R$ 324,20 (correspondente a 20% do salário mínimo.
#5 Busque informações sobre benefícios e apoios disponíveis
Muitas mães solo acabam deixando de acessar benefícios ou serviços por falta de informação, dificuldade com burocracias ou simplesmente pela correria da rotina. Ainda assim, conhecer os direitos e acessar os recursos disponíveis pode ajudar a aliviar despesas importantes e trazer mais segurança para a família.
Programas sociais, benefícios trabalhistas e auxílios relacionados aos filhos podem complementar a renda ou reduzir gastos em momentos de maior dificuldade. Entre eles estão o Bolsa Família, salário-maternidade, pensão alimentícia, auxílio-creche oferecido por algumas empresas e atendimentos gratuitos disponíveis pelo SUS e pela rede pública de assistência social.
Também vale buscar informações no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade, onde muitas famílias conseguem orientação sobre programas sociais, cadastro em benefícios e acesso a serviços públicos. Para mães que trabalham com carteira assinada, é importante verificar benefícios oferecidos pela empresa, como vale-alimentação, plano de saúde, auxílio-creche ou apoio educacional.
A pensão alimentícia também é um direito fundamental dos filhos e pode representar um alívio importante no orçamento familiar. No entanto, muitas mães solo enfrentam dificuldades para receber esse valor ou nem sabem como solicitá-lo. A pensão pode ser estabelecida de duas formas: por acordo entre as partes (que deve ser homologado por um juiz para ter validade) ou por ação judicial. Para quem não pode pagar advogado, a Defensoria Pública oferece assistência jurídica gratuita. No caso da ação judicial, são necessários:
- Certidão de nascimento da criança (comprovando o vínculo).
- Comprovantes de renda do responsável pelo pagamento.
- Comprovantes de despesas que demonstrem as necessidades da criança (educação, saúde, alimentação).
O valor da pensão é definido com base em critérios como a necessidade do filho, possibilidade financeira de quem paga e proporcionalidade entre ambos. Na prática, o valor costuma ser de 20% a 30% da renda líquida do responsável. Com base no salário mínimo de 2026 (R$ 1.621), isso significa entre R$ 324 e R$ 486 por filho.
#6 Procure encaixar estudo e lazer na rotina
A rotina sobrecarregada impacta a carreira de muitas mães solo, que relatam dificuldade para aceitar jornadas mais longas, investir em qualificação ou buscar oportunidades melhores justamente por precisarem conciliar horários de trabalho e cuidados com os filhos sem uma rede de apoio constante.
“Eu precisei reorganizar completamente minha rotina profissional após a separação”, conta Gabriela. Hoje, conciliando trabalhos feitos em casa e serviços externos, ela explica que uma das principais preocupações é conseguir estar presente nos horários em que o filho também está em casa. “A gente precisa se reinventar. Quando eu estava desempregada, consegui aliviar parte das despesas fazendo atividades como motorista de aplicativo”, conta Letícia.
Ela também afirma que conseguiu recentemente juntar dinheiro para viajar com a família, uma conquista que considera importante. Em alguns casos, pequenas fontes de renda complementar ajudam justamente a criar espaço no orçamento para objetivos que acabam ficando adiados na correria do dia a dia, como lazer e estudos.
Sonhar e organizar: como planejar um futuro melhor para você e seus filhos
Terminar a faculdade, conquistar a casa própria, viajar com os filhos, reformar a casa ou organizar uma comemoração especial são metas que podem começar como apenas um sonho, mas passar a fazer parte do planejamento financeiro da família. Afinal, sistematizar as finanças não serve apenas para pagar contas ou lidar com emergências, mas também para encontrar meios de realizar sonhos. Para muitas mães solo, porém, pensar no futuro exige equilibrar planos pessoais com as necessidades mais urgentes da rotina.
Letícia conta que um dos objetivos que acabou ficando para depois foi a faculdade. Hoje, ela afirma que também tenta se organizar para realizar um sonho da filha. “Queria conseguir guardar dinheiro para comemorar os 15 anos dela, seja com uma festa ou com uma viagem. Faltam só três anos para a data chegar, mas tem sido difícil colocar isso no planejamento financeiro”, relata. Gabriela também divide seus sonhos: “quero ter uma moradia mais confortável para mim e para ele. Ter voltado para a casa dos pais é um desafio não só emocional, mas financeiro também”, conta.
Uma forma de transformar objetivos em algo mais possível é dividir os planos em pequenas partes, além de separá-los por etapas e prazos. Metas de curto prazo costumam envolver objetivos para até um ano, como trocar um eletrodoméstico ou quitar uma dívida. Já metas de médio prazo podem incluir uma viagem, um curso ou a troca de carro. No longo prazo entram objetivos maiores, como comprar um imóvel, investir na aposentadoria ou ajudar os filhos na faculdade.
Colocar esses planos no papel ajuda a enxergar quanto será necessário guardar por mês e quais prioridades precisam entrar no orçamento. Ferramentas simples podem ajudar nesse processo, como o nosso simulador de sonhos.
Criando novas oportunidades para você
Muitas mulheres acabam interrompendo cursos, adiando formações ou deixando planos pessoais em segundo plano para darem conta de serem mães. Mas, como mostra Letícia, isso não significa que esses objetivos precisam ser abandonados. “Ao longo de minha vida profissional, precisei trabalhar em vários lugares até conseguir voltar para o laboratório, que é a especialização que me identifico”, afirma. A trajetória dela mostra como mudar de área ou voltar a estudar pode acontecer em diferentes momentos da vida.
Para isso, existem diversos programas de capacitação voltados especialmente para mulheres, incluindo bolsas em tecnologia, empreendedorismo e formação profissional gratuita ou de baixo custo. São iniciativas públicas e privadas, com cursos online, capacitação em programação, educação financeira e incentivo ao empreendedorismo feminino.
Para quem busca aumentar a renda ou conquistar mais autonomia, aprender novas habilidades também pode ampliar oportunidades de trabalho, inclusive em formatos mais flexíveis e compatíveis com a rotina de cuidados com os filhos.
Saúde emocional em foco
A sobrecarga constante pode afetar não apenas o orçamento, mas também a saúde emocional. Cansaço extremo, dificuldade de concentração, ansiedade constante e a sensação de nunca dar conta de tudo são sinais de que o corpo e a mente estão pedindo atenção.
Quando a culpa por não conseguir comprar algo para os filhos se torna frequente, ou quando pequenas decisões financeiras geram angústia desproporcional, pode ser o momento de buscar apoio. Conversar com outras mães que passam por situações parecidas, participar de grupos de apoio ou buscar atendimento psicológico gratuito são formas de cuidar da saúde emocional.
O SUS oferece atendimento psicológico gratuito pelos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), presentes em diversos municípios. Além disso, muitas universidades oferecem atendimento psicológico gratuito ou a preços acessíveis em suas clínicas-escola.
Cuidar da saúde emocional não é luxo e, sim, parte fundamental do planejamento financeiro, porque decisões tomadas sob estresse constante ou esgotamento tendem a ser menos equilibradas.
Lazer e descanso de baixo custo
Reservar momentos de descanso também faz parte do cuidado com a saúde emocional e financeira. Isso não significa gastos altos ou viagens caras.
Passeios em parques, praças, praias, bibliotecas públicas, centros culturais e atividades gratuitas da cidade podem ajudar a criar momentos de lazer sem comprometer o orçamento. Muitas cidades também oferecem cinemas com dias promocionais, atividades culturais gratuitas e programações em unidades do Sesc voltados para todas as idades.
Atividades simples dentro de casa também ajudam a reduzir a sobrecarga da rotina. Ler, assistir a um filme juntos, cozinhar em família, organizar noites de jogos ou reservar alguns minutos do dia para descanso sem interrupções podem trazer mais equilíbrio ao cotidiano.
Gabriela afirma que uma das maiores dificuldades da maternidade solo é justamente deixar as próprias necessidades em segundo plano. “A primeira coisa que a gente abre mão é da gente mesmo”, relata.
A importância da rede de apoio
Nesse cenário, a rede de apoio não é apenas uma ajuda pontual, mas uma parte essencial da estrutura que permite trabalhar, estudar e manter a rotina funcionando. No caso de Gabriela, os pais passaram a ocupar esse papel após a separação. “Eles me sustentam e me dão um teto hoje”, conta.
Letícia também relata diferentes formas de apoio ao longo da maternidade. Quando os filhos mais velhos eram pequenos, contou com a ajuda dos pais; atualmente, recebe suporte da mãe e da filha mais velha. Esse auxílio envolve desde buscar a adolescente na escola até preparar o almoço ou acompanhar situações de emergência enquanto ela está trabalhando.
Para quem não tem família disponível ou perto, a rede de apoio também pode surgir de outras formas, como amizades, vizinhos e grupos de mães que compartilham tarefas do dia a dia, caronas, cuidados com as crianças ou apoio emocional.
Pedir ajuda não deve ser encarado como fraqueza, especialmente para mulheres que já carregam tanta responsabilidade. Falar sobre o que precisa, sejam questões do dia a dia ou seja sobre problemas financeiros, é importante.
Entre a força diária e a busca por estabilidade
Mesmo diante das dificuldades, as entrevistadas afirmam que seguem em busca de estabilidade, autonomia e qualidade de vida para os filhos. Para Gabriela, a principal motivação continua sendo construir um espaço seguro para os dois. Já Letícia resume sua força diária de forma direta: “Meus filhos”.
O planejamento financeiro é uma ferramenta importante para organizar o presente e construir o futuro, mas não substitui a necessidade de uma rede de apoio consistente, de direitos garantidos e de uma sociedade que reconheça e valorize o trabalho das mães solo.
Se você é mãe solo, saiba que você não está sozinha. Busque sua rede de apoio, conheça seus direitos, acesse os recursos disponíveis e permita-se pensar em um futuro possível e mais leve. Cada pequeno passo conta.




