Uma Iniciativa Febraban
Atualizado em: 06 jan 2020 às 07h e 45m

Reciclagem de material escolar

7 dicas para reaproveitar os itens pedidos na lista e garantir a volta às aulas com criatividade e muita economia


Famílias que têm crianças e adolescentes em casa já sabem que comprar o material escolar é uma das primeiras providências que precisam ser tomadas logo que o ano começa, entre janeiro e fevereiro. E esse custo, que costuma pesar no orçamento doméstico, fica maior ainda para quem deixa para a última hora.

Se você faz parte do grupo de pessoas que gostam de se planejar e estão dispostas a economizar, saiba que existem muitas saídas. Com criatividade e empenho (não só seu como também da moçada), é possível organizar um material personalizado, original e de baixo custo. Essa é também uma oportunidade para pais e filhos, juntos, refletirem sobre consumo consciente – a responsabilidade com o meio ambiente e com o dinheiro. E, acredite, pode ser divertido e construtivo entrar para a turma do “faça você mesmo”.

Para ajudar você nessa empreitada, preparamos algumas dicas para colocar a mão na massa e encontrar caminhos para economizar, sem comprometer a qualidade do material e o entusiasmo do seu filho na volta às aulas. Confira!




Hora de mobilizar a sua rede de contatos. Faça uma lista de todos aos amigos, parentes e vizinhos que têm crianças e jovens em idade escolar. Se você se sentir à vontade, pode usar as redes sociais para ajudar na organização (um grupo no WhatsApp ou no Facebook, por exemplo). Compartilhe com eles seu objetivo de economizar na lista de material escolar, convidando-os a participar desse grupo de troca.

Peça que façam um levantamento daqueles itens que têm em casa e que podem ser reaproveitados: o que sobrou do último ano letivo e foi devolvido pela escola, os guaches e pincéis que ganharam como lembrancinhas de aniversários, as réguas antigas esquecidas numa gaveta qualquer e tudo o mais que estiver parado no armário.

Essa é uma ótima oportunidade para mudar de mentalidade e convidar seus filhos e sua comunidade a fazerem o mesmo: não é porque os lápis-de-cores estão pela metade que precisam ir para o lixo e serem substituídos por uma caixa nova, por exemplo. O mesmo vale para papeis especiais e tintas.

Feito o levantamento, marque um dia e horário para um encontro presencial, quando as trocas serão efetivamente feitas. Nesse dia, peça que os pais levem suas listas de materiais pedidos para o ano e monte uma dinâmica para estimular a troca, além de curtir o momento e confraternizar. As crianças podem – e devem – participar. Para o encontro ficar mais animado, basta que os pais levem suco, lanches e itens para brincadeiras (bola, corda, jogos de tabuleiros, etc.). Aproveite para incluir livros no sistema de trocas de vocês.




De um ano para outro, acabam sobrando folhas em branco nos cadernos escolares. Essa é situação é tão comum quanto ter em casa cadernos começados que, por algum motivo, deixaram de ser usados. Para evitar o desperdício, você pode providenciar um momento artístico: desocupar a mesa da sala, forrar para não sujar e enchê-la com tinta, cola, retalhos de papeis coloridos e de tecidos para restaurar e personalizar os cadernos antigos, dando a eles uma nova cara.

Existem muitos tutoriais no YouTube que ensinam o passo a passo para fazer isso, como os canais da Letícia Lôpo, Larissa Vale e Dica da Ká. Ainda que este item não esteja na lista de materiais, a mesma lógica vale para fazer blocos de anotação utilizando folhas de sulfite usadas. Basta fazer essa busca no Pinterest e no YouTube. No canal da May Furtado, por exemplo, você aprende como montá-lo. Você pode customizar os cadernos com cores, personagens e temas que seus filhos mais curtem. E ele irá para a escola com um item único, que ninguém tem igual.




Entrando no espírito do faça você mesmo, você e seu filho podem montar o estojo do ano letivo com as cores, formatos e números de divisórias que quiserem. No Pinterest você encontra várias dicas e o passo a passo para criar um com a cara do seu filho. Dependendo do modelo escolhido, você acaba fazendo uma economia de, no mínimo, R$ 50 (preço médio de um estojo com três divisórias). Vale conferir também o canal Segredos de Aline, para aprender a fazer um estojo espaçoso e organizado usando retalhos de tecido e caixas de leite longa vida.




Você não precisa trocar esse acessório só porque seu filho vai para outra série ou porque as outras famílias fazem questão de comprar uma mochila nova com os personagens do momento. Para ter uma vida financeira saudável, é preciso fugir do “efeito manada”, ou seja, fazer o que todo mundo faz.

Se a mochila está um pouco suja, vale uma lavada caprichada. Se o zíper está emperrado ou tem um rasgo maior, conte com a ajuda de um sapateiro. Consertar quase sempre é bem mais barato do que comprar. Se a mochila precisa apenas de um reparo nas partes descascadas, basta lixar com uma bucha de cozinha (para a base ficar lisa), passar tinta de tecido com a ajuda de um pincel e esperar secar.

O mesmo processo pode ser feito com lancheiras e necessaires usadas na escola. Dependendo de cada caso, ao colocar a mão na massa você pode fazer uma economia entre R$ 50 e R$ 200 aproximadamente, considerando os preços das mochilas à venda. Se elas tiverem personagens famosos, pode sair ainda mais caro, por conta do custo de licenciamento.




Esse é um item que também pode pesar no orçamento, sobretudo para famílias que têm crianças pequenas, que crescem muito rápido e acabam perdendo a peça de um ano para o outro. Dependendo da idade e do desenvolvimento, às vezes, o uniforme precisa ser aposentado de um semestre para o outro.

Quando a família tem mais de um filho na mesma escola, tudo fica mais fácil – um repassa para o outro e pronto. Se esse não é o seu caso, também é possível economizar neste item. Em primeiro lugar, procure conhecer e conversar com os pais das crianças que estão um ano à frente da sua. Pergunte o que eles costumam fazer com os uniformes ao final do período letivo.

Se as peças estiverem em bom estado, é possível que eles queiram vender por um preço bem menor ou, se há um estreitamento de amizade, fazer um repasse ou doação. Você pode ainda disseminar essa ideia e beneficiar outros pais criando grupos de troca no WhatsApp ou no Facebook.

Outro caminho é perguntar, na escola, o que é feito com os uniformes que são deixados por lá por alunos que já se formaram, mudaram de série ou que foram estudar em outra instituição. É muito comum as escolas manterem um estoque próprio de uniformes usados, muitos em bom estado. Se você manifestar seu interesse, pode garimpar ali algumas peças. Como retribuição, conserve bem e, no final do período escolar, devolva o uniforme ou doe para outras famílias, se as roupas ainda estiverem em bom estado.




Além do material, a turma do ensino médio e do fundamental também irá se deparar com a lista de livros obrigatórios. Um caminho inteligente para quem busca economia é recorrer aos sebos. Você pode encontrar aqueles mais próximos e, com a lista em mãos, fazer uma pesquisa dos livros. Ou recorrer às facilidades da internet. A plataforma Estante Virtual, por exemplo, tem um extenso acerto, reunindo num mesmo canal sebos do Brasil inteiro.

Se, ainda assim, a economia não for tão interessante, consulte a escola para saber como e em que período os livros serão usados e se existem alguns que, na ocasião, podem ser emprestados das bibliotecas. Nesse caso, seu filho pode recorrer não só à biblioteca da própria escola, como também às bibliotecas públicas. No site do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas você pode encontrar as unidades mais próximas a vocês. Lembrando que, na rede que mobilizou com os outros pais, a troca de livros deve ser considerada.




Mesmo com toda essa atenção e dedicação, é quase improvável que você não precise comprar um item ou outro. Nesse caso, aproveite que você já promoveu uma mobilização de pais e proponha comprar coletivamente tudo o que faltou.

Com a ajuda de mais uma ou duas pessoas, você pode verificar quais itens cada família precisa e propor uma compra conjunta. É muito comum algumas papelarias, sobretudo aquelas de bairro, darem bons descontos quando recebem um pedido maior. Também é possível aproveitar as ofertas das grandes redes de magazines que vendem pacotes de materiais. Não se esqueça de pesquisar, comprar preços e pechinchar.