Uma Iniciativa Febraban
Atualizado em: 22 nov 2019 às 17h e 22m

Reforma da previdência: o que acontece com você agora?

Entenda os principais pontos de mudança e descubra como organizar sua aposentadoria


A Reforma da Previdência acaba de ser aprovada no Congresso e a expectativa é que as novas regras entrem em vigor nos próximos meses. Mas o que muda para você e como a reforma pode impactar a sua aposentadoria? É o que explicamos tintim por tintim nesta matéria. Além de conhecer o funcionamento da nova aposentadoria, confira também as dicas para se preparar para viver bem no futuro.


As duas principais mudanças estão relacionadas à idade mínima para obtenção do benefício e ao tempo mínimo de contribuição. Confira nas tabelas abaixo como vai ficar:












Regras de transição

Para os trabalhadores do setor privado que já estão na ativa, o tempo mínimo de contribuição para aposentadoria será de 15 anos. Para essa parcela da população haverá cinco regras de transição, sendo que quatro delas são exclusivas para quem trabalha no setor privado. Conheça melhor cada uma delas:

1. Sistema de pontos: até agora, a regra vigente era a do 85/95. Na prática, ela significava que a soma da idade e dos anos de contribuição para o INSS deveria resultar em 85 pontos para mulheres e em 95 pontos para homens. A partir de agora, a soma é de 86/96, aumentando em um ponto a cada ano até chegar a 100 para mulheres e 105 para homens. Por exemplo: mulheres com 25 anos de contribuição e homens com 30 poderão se aposentar ainda este ano, se tiverem pelo menos 61 e 66 anos, respectivamente.

2. Redução da idade mínima: mulheres que tiverem contribuído por pelo menos 30 anos e homens que tenham contribuído por no mínimo 35 anos poderão se aposentar aos 56 e 61 anos respectivamente. A idade mínima subirá em seis meses a cada ano, até chegar aos 62 e 65 anos.

3. Redução do tempo de contribuição: para ter direito à aposentadoria, mulheres com 60 anos e homens com 65 precisarão contribuir por pelo menos 15 anos. Em 2020, a idade mínima para as mulheres aumentará em seis meses por ano até chegar a 62, enquanto a idade mínima para a aposentadora por tempo de contribuição dos homens seguirá em 65 anos.

4. Pedágio de 50%: para quem faltava apenas dois anos para completar o tempo de contribuição mínimo exigido até agora (30 anos para as mulheres e 35 para os homens), há a opção de se aposentar pagando um pedágio de 50% sobre o tempo restante. Quem precisa de um ano para se aposentar, terá que trabalhar mais seis meses (um ano e meio no total). Quem precisa de dois anos, trabalhará três.

5. Pedágio de 100%: esta é a única regra que vale também para servidores públicos. Mulheres com 57 anos e homens com 60 poderão pagar um pedágio de 100%, calculado sobre o tempo de contribuição que ainda falta para a aposentadoria. Se faltam três anos, devem cumprir mais três (seis no total), por exemplo.


Não dependa só da previdência pública

Agora que você já conhece as novas regras para a aposentadoria pelo INSS, é importante se se organizar paralelamente e guardar dinheiro para desfrutar melhor o seu futuro. Para isso, separamos quatro dicas para você poupar para sua aposentadoria:

1. Reveja seu estilo de vida: quando você vê dinheiro na sua conta, corre para gastar ou pensa em guardá-lo? Ao deixar de consumir algo no presente, você tem a chance de garantir um futuro mais tranquilo. Para isso, reveja seu estilo de vida. Que gastos que você faz hoje e pode abrir mão em nome de um benefício posterior? Veja algumas dicas na matéria Faça uma caça aos gastos invisíveis e economize.

2. Guarde dinheiro todos os meses: criar o hábito de guardar dinheiro é um passo inteligente para formar, aos poucos, uma reserva financeira que poderá ser usada para complementar sua aposentadoria. Reserve mensalmente uma parcela fixa do seu orçamento e atribua a ela esse objetivo. Veja algumas simulações na matéria Quando começar a poupar para a aposentadoria?

3. Busque uma aplicação rentável: a poupança, definitivamente, não é o lugar ideal para você guardar o dinheiro para sua aposentadoria. Com a queda da taxa Selic, a poupança está com rentabilidade real negativa, ou seja, a inflação está comprometendo o valor da aplicação. Você não vai querer que isso aconteça com o dinheiro que você precisará daqui a alguns anos, né? Para entender melhor, leia a matéria Juros em queda: onde aplicar o seu dinheiro?

4. Procure investimentos de longo prazo: o investimento para sua aposentadoria deve ser de longo prazo. Uma das vantagens é que, nesse tipo de aplicação, você tem a possibilidade de assumir mais risco, buscando retornos maiores. Um exemplo de investimento de longo prazo é o Tesouro IPCA+. Esses títulos protegem seu investimento das perdas do poder de compra que a inflação pode causar. Pagam anualmente o rendimento equivalente ao índice de inflação (IPCA) mais uma taxa fixa, que depende do prazo que você está disposto a manter seu dinheiro investido. Há títulos com vencimento em 2035, 2045 e 2050. Saiba mais na matéria Hora de investir? Conheça o Tesouro Direto.


Gostou deste conteúdo? Conta pra gente nos comentários como você está se planejando para sua aposentadoria.




Matérias Relacionadas

Quando começar a poupar para a aposentadoria?

Técnicas para guardar dinheiro 1: envelopes

Você está se preparando para parar de trabalhar?

Previdência Social e Previdência Privada Complementar