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Seu sonho é ser mãe?


Saiba como se preparar para a maternidade com o bolso em dia

 

Para muitas mulheres, ser mãe é a realização de um grande sonho. Os filhos podem ser biológicos, adotivos, postiços, tardios, planejados ou inesperados, mas a vida sem eles parece incompleta. O formato tradicional de família tampouco é uma limitação para quem tem esse desejo, pois os arranjos familiares estão se adaptando para acolher diferentes modelos de maternidade.

Seja como for, o fato é que colocar um filho no mundo gera custos significativos, por isso, o melhor a fazer é se planejar. Para ajudar você nessa tarefa, mapeamos as principais despesas envolvidas na fase que vai da gestação ao parto e, depois, do nascimento à criação dos filhos até a idade adulta. Os gastos podem variar muito de acordo com a renda, mas é bom lembrar que não é o tamanho do bolso que conta, mas sim o tamanho do coração.

 

1. Da gestação ao parto

A recomendação é começar a poupar com pelo menos dois anos de antecedência, pois desde o momento em que nasce a ideia de ter um filho, ele já começa a trazer gastos. Quando a condição de saúde ou o arranjo familiar dificulta a concepção natural do bebê, entram em cena os tratamentos e as inseminações artificiais. Veja um apanhado das despesas nessa etapa.


# Reprodução assistida

A reprodução assistida utiliza diferentes técnicas, que vão desde administrar hormônios via oral até a fertilização in vitro, para acelerar ou efetivar a fecundação. Os tratamentos variam de R$ 350 a R$ 20 mil por tentativa, em clínicas particulares.  Para quem não pode cobrir as despesas, o Ministério da Saúde custeia o tratamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde), conforme portaria 3149, de 2012.

Dependendo do Estado, os hospitais e clínicas credenciadas pelo governo federal para este tratamento têm fila de espera. Além disso, existem regras para obter o benefício, como idade mínima, renda familiar, histórico de doenças crônicas e outros critérios médicos que determinam a prioridade no tratamento. Confira alguns órgãos que realizam tratamento para fertilização:


# Consultas e exames pré-natal

A partir da descoberta da gravidez, as preocupações financeiras se voltam para o período da gestação, em que se incluem gastos com exames, consultas pré-natal e o próprio parto.

O pré-natal envolve a realização de consultas mensais com o obstetra e de diversos exames para garantir a saúde da mulher e do bebê e permitir o planejamento do parto. Nos planos de saúde, o pré-natal costuma ser coberto plenamente, mas é necessário que a mulher já tenha o plano antes de engravidar para não ficar sem atendimento devido ao período de carência, que pode ser de até 6 meses para consultas e exames.

O SUS cobre os gastos de quem não tem plano de saúde nem condições de pagar por um tratamento particular. Caso a mulher não tenha plano de saúde e não queira usar o SUS, é importante considerar quais serão os custos desde o início e ter o pré-natal como prioridade. Considerando consultas de R$ 150 e ultrassons a partir de R$ 120 mais os exames de sangue, a estimativa de gastos para o pré-natal particular fica em pelo menos R$2 mil.


# Roupas e cuidados da gestante

Ao longo da gestação, as roupas começam a ficar apertadas e desconfortáveis. Roupas de gestante são necessárias, mas são mais caras que roupas comuns. Invista em algumas peças de qualidade, e aposte nos brechós e doações de amigas para economizar neste item. Muitas vezes, a gestante também precisa completar sua dieta com suplementos e vitaminas, que costumam ter um custo elevado.


# Decoração do quarto e enxoval

As futuras mamães adoram ver o quarto arrumado e decorado para a chegada do bebê? Do berço às roupinhas e fraldas, os custos podem chegar facilmente aos R$ 5 mil. Vale a pena reunir os amigos e aceitar contribuições. Veja as dicas da matéria Economize e divirta-se com o chá de bebê . Você também pode reaproveitar roupas e móveis de familiares e amigas que tiveram bebê recentemente ou comprar itens  usados. Lembre-se que essa fase passa rápido e poupe para os gastos que ainda virão depois que seu bebê começar a crescer.


# Parto

O parto na rede particular pode variar de R$ 3 mil até R$ 15 mil, dependendo da equipe, do hospital e da região. O planejamento e a negociação com a maternidade são essenciais. Confira se há a possibilidade de parcelar o pagamento ou procure um hospital público na sua cidade.

 

2. Do nascimento à maioridade

Uma pesquisa do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (INVENT) calculou quanto se gasta para criar um filho até os 23 anos, nas diferentes classes sociais. Quando o estudo foi feito, em 2012, o gasto chegava a R$ 2 milhões em uma família de alta renda (classe A) e de R$ 900 mil na classe B. Nas classes C e D, os valores eram de aproximadamente R$ 400 mil e R$ 53 mil, respectivamente.

Atualizando esses valores de acordo com a inflação acumulada de 2012 a 2018 (aproximadamente 32%), os custos de um filho seriam os seguintes:


3. Dicas para manter seu bolso em dia com a chegada dos filhos

# Planeje com antecedência: Comece a planejar os gastos dois anos antes de cada fase. Reduza os itens que considerar supérfluos para investir no planejamento da maternidade. Uma boa dica é fazer um investimento programado para formar sua reserva financeira nesta etapa da vida.

# Crie o hábito de controlar seus gastos: A chegada de um filho pode aumentar o impulso por comprar brinquedos, roupinhas, móveis e outros objetos que custam caro, duram pouco e não agregam muito valor à qualidade de vida da família. O controle do orçamento ajuda a evitar despesas desnecessárias e investir no que realmente importa. Veja como ter o controle das finanças na palma da mão.  

# Educação e saúde em primeiro lugar: Crianças que se alimentam mal e ficam o dia inteiro grudadas nos eletrônicos estão apresentando doenças típicas do mundo adulto, como depressão, diabetes, colesterol alto, entre outras. Quer ver seu filho saudável e preparado para lidar com os desafios do mundo? Não se preocupe tanto com a mochila da moda ou o celular de último tipo, invista em boa alimentação, prevenção de doenças, prática de esportes e educação de qualidade. Veja como ter equilíbrio na alimentação e no bolso e como garantir a educação dos filhos.

#Faça seguro: A chegada de um dependente aumenta a responsabilidade e o seguro de vida é uma boa maneira de garantir o sustento do filho na falta ou invalidez dos responsáveis. Confira uma simulação na matéria Você está preparado para imprevistos?





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