Sentimos a inflação no bolso todos os dias, mas você realmente sabe o que isso significa? Por definição, a inflação é o aumento generalizado de preços de bens e serviços. Assim, quanto maior a inflação, menor é o poder de compra do dinheiro. Isso significa que os mesmos R$50 de cinco anos atrás, por exemplo, não conseguem comprar o mesmo número de itens no supermercado hoje em dia.
No Brasil, o controle da inflação está sob a responsabilidade do Banco Central, que atua para mantê-la em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. Ou seja, entre 1,50% e 4,50% atualmente. Mas, segundo estimativas do Boletim Focus, a expectativa é que 2026 feche com uma inflação de 4,89%, ligeiramente acima da meta.
Como a inflação é calculada
A inflação é acompanhada por diferentes índices. O principal deles é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, que mede a variação no custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, considerando uma cesta de produtos e serviços essenciais, como alimentação, moradia, transporte e saúde.
Como o IPCA olha para produtos e serviços, seu indicador não é sentido da mesma forma por todas as pessoas. Isso porque cada família tem um hábito de consumo diferente. Enquanto algumas gastam mais com alimentação, outras têm maior peso em transporte, por exemplo. Na prática, isso significa que a percepção da inflação pode variar bastante: se os preços sobem justamente nos itens que mais pesam no seu dia a dia, a sensação é de uma inflação mais alta do que a média divulgada. Por outro lado, se os aumentos se concentram em categorias menos presentes no seu consumo, o impacto tende a ser menor.
Inflação 2026 mês a mês
Ao acompanhar a evolução do IPCA ao longo dos meses, você consegue entender melhor as variações nos preços, analisar como eles afetam a sua vida e, ainda, tomar decisões para proteger o seu poder de compra.
Confira, a seguir, a evolução do IPCA em 2026, mês a mês:
| Mês | Inflação 2026 |
|---|---|
| Janeiro | 0,33% |
| Fevereiro | 0,70% |
| Março | 0,88% |
| Abril | - |
| Maio | - |
| Junho | - |
| Julho | - |
| Agosto | - |
| Setembro | - |
| Outubro | - |
| Novembro | - |
| Dezembro | - |
| ACUMULADO NOS ÚLTIMOS 12 MESES | 4,14% |
Fonte: IBGE
Como a inflação tem se comportado nos últimos anos
Nos últimos anos, a inflação no Brasil apresentou um comportamento de desaceleração após picos mais elevados, ainda que com oscilações importantes influenciadas por fatores como preços de combustíveis, alimentos e políticas econômicas.
Em 2022, a inflação fechou em 5,79%, ligeiramente acima da meta estipulada pelo Banco Central. O preço de itens como combustíveis e alimentos pressionou o índice, embora a economia mostrasse sinais de recuperação frente ao ano anterior. Já em 2023, o IPCA ficou em 4,62%, dentro da meta estabelecida pelo Banco Central. O aumento da gasolina impactou o grupo de transportes, mas a queda nos preços de alimentos, como óleo de soja e carnes, ajudou a conter o índice.
Em 2024, por sua vez, a inflação acumulada no ano ficou em 4,83%, também levemente acima da meta. Os maiores impactos vieram dos grupos de alimentos e bebidas, saúde e cuidados pessoais, assim como transporte. O número volta a cair em 2025, que fechou o ano com inflação acumulada de 4,26%, dentro da meta.
Para 2026, a projeção é que a inflação feche em 4,89%, puxada pela alta do preço do petróleo, que influencia diretamente no valor dos combustíveis.
Confira, a seguir, o IPCA acumulado entre 2022 e 2026:
| Ano | IPCA acumulado |
|---|---|
| 2022 | 5,79% |
| 2023 | 4,62% |
| 2024 | 4,83% |
| 2025 | 4,26% |
| 2026 | - |
Fonte: IBGE
Veja, também, o IPCA acumulado nos últimos 10 anos:
Dicas para driblar os efeitos da inflação
Como vimos, a inflação é diretamente influenciada por itens que fazem parte do dia a dia das famílias, como alimentos ou combustível. Assim, quando a inflação sobe, muitos brasileiros sentem isso no bolso.
Mas existem alguns hábitos que podem ajudar a reduzir esse impacto. Uma das principais estratégias é acompanhar de perto os gastos mensais, vendo para onde o dinheiro está indo. Isso permite identificar excessos e ajustar prioridades com mais facilidade. Você pode fazer isso anotando tudo em um papel, em aplicativos financeiros ou em planilhas, como as do Meu Bolso em Dia.
Outra dica importante é pesquisar preços antes de comprar. Aproveitar promoções, cupons e cashback também é uma alternativa, assim como fazer a substituição de alimentos por outros da estação, que costumam estar mais em conta. Veja várias dicas de como economizar na hora de planejar a alimentação.
Com o aumento do preço dos combustíveis, vale se perguntar, também, se ter um carro nesse momento é mesmo o mais vantajoso. Muitas vezes o transporte público ou a bicicleta já atendem às suas necessidades e podem ajudar e muito a economizar.
Por fim, manter parte da renda protegida em aplicações que acompanhem ou superem a inflação é uma forma de evitar a perda de valor do dinheiro. Isso ajuda a garantir que o patrimônio não fique estagnado enquanto os preços seguem em alta.




